
A Electronic Arts, em sua tentativa de abranger a maior fatia possível
do mercado, lançou simultaneamente todas as versões de seu mais
novo "Need for Speed" (que é uma continuação
de "NFS3: Hot Pursuit"). Só que para cumprir seu cronograma,
a versão primária do jogo foi feita pela Black Box (a mesma
de "Sega Soccer Slam") para PlayStation 2, enquanto os portes foram
relegados ao estúdio da EA em Seattle. O resultado é inegavelmente
inferior: muitos elementos presentes no console da Sony simplesmente não
existem no GameCube, Xbox e PC. Isso não quer dizer que o jogo para
PC é ruim... ele apenas falha em atingir a mesma excelência encontrada
no original.
Mas, tendo em vista a raridade de bons jogos de corrida estilo arcade no computador,
"NFS: HP2" certamente não desaponta. O jogo se apropria da
peculiaridade do terceiro título da série: corridas em grandes
rodovias abertas atraem a atenção de policiais, que tentam prender
você. Fora isso, o game não tenta ser diferente de nenhuma outra
maneira: são corridas simples, curtas, mas sólidas.
Modalidades
O jogo é dividido
em três categorias: campeonato de corridas convencionais, fuga de polícia
e um evento personalizável, cujos carros e pistas devem ser destravados
juntando-se pontos nas duas modalidades anteriores. Essas duas primeiras são
divididas em missões diferenciadas (cerca de 30 em cada), que são
organizadas e destravadas seguindo uma escala hierárquica.
Com uns poucos toques do mouse, sem ter que pensar muito, você já
cai da tela de apresentação para uma corrida. Os controles são
igualmente simples e podem ser executados com facilidade no teclado. A beleza
do jogo está nas pistas, que apresentam um grande nível de detalhe
e profundidade, assim como muitos atalhos não mapeados - normalmente
pequenas estradas de terra. Elas são bem grandes e repletas de marcos
que garantem sua variedade - sempre ambientadas em lugares famosos do mundo.
Estruturas como um teatro de arena grego e o famoso teatro de Sidney, na Austrália,
são alguns deles.
Máquinas Possantes
O investimento
mais pesado da Electronic Arts foi nos carros: o game traz uma lista respeitável
de veículos licenciados, que vão de BMWs até protótipos
de carros, passando por Ferraris e até alguns carros esporte da McLaren.
Cada um deles recebe um modelo tridimensional cuidadosamente reproduzido.
Além de cada um dirigir com uma sensação diferente, eles
podem ser pintados a gosto. Infelizmente, como é obrigatório
nos contratos de licenciamento, esses veículos não podem ser
danificados de maneira nenhuma (até capotar é resolvido em alguns
segundos).
Para a alegria dos fãs do estilo arcade e desespero dos malucos da
simulação, o sistema de física do jogo é pouco
preciso. Capotar um carro não é muito difícil, e os giros
são falsos. Todos os veículos respondem e exibem tração
incomum, revelando a intenção da empresa em agradar a um público
mais amplo. O sistema não é ruim, apenas facilitado para as
massas.

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