
Jogos
de guerra existem aos montes por aí. Mas quando a Electronic Arts lançou
Shogun: Total War em 2000, os fãs do gênero quase não
acreditaram: o que começou como um jogo de estratégia 2D acabou
se revelando um dos mais bonitos jogos 3D do gênero, com doses cavalares
de estratégia, planejamento e recriação histórica.
E parece que o excelente vai ficar ainda melhor: a britânica Creative
Assembly está em estágio avançado de desenvolvimento
do segundo título da série - Medieval: Total War. Do Japão
vamos à Europa, com material que cobre 1095 até 1450, efetivamente
atravessando o período em que a pólvora começou a ser
usada para fazer canhões e mosquetes.
A escolha não poderia empolgar mais os fanáticos que adoram
reviver guerras famosas. Ao contrário do primeiro jogo, que só
permitia o uso dos japoneses, a continuação traz DOZE civilizações
diferentes, incluindo ingleses, franceses, alemães, russos, turcos
e muitos outros. Cada qual conta com suas próprias campanhas - que
incluem famosos episódios históricos como as Cruzadas, a Guerra
dos 100 Anos e as inúmeras invasões à Europa. Como um
bônus, você pode tentar realizar grandes feitos históricos
para ganhar Glory Goals, ou objetivos de glória.
O coração do jogo guarda toda a excelência do primeiro
Total War, mas as novas mudanças vão deixar muita gente babando
até o lançamento: aproveitando a ambientação européia,
agora é possível se utilizar dos comuns truques de vassalagem:
dê um ducado ou case sua filha princesa para conseguir a graça
de outros nobres. Ou então capriche na sua frota marinha - para melhorar
tanto sua força militar como sua capacidade mercantil.
Como a Europa tem uma diversidade de terreno muito maior do que o Japão,
a escolha das unidades deve ser feita cuidadosamente. Não adianta colocar
uma centena de cavaleiros de armadura no meio do deserto. E cuidado para não
cometer erros e ser pego na mesma posição que Napoleão!
Os mapas do jogo agora separam cada fronteira, multiplicando ainda mais o
número de mapas, assim como a imprevisibilidade de possíveis
confrontos.
Os castelos são muito mais complexos que os de Shogun, permitindo mais
medidas de defesa e personalização. E como eles aparecem no
mapa quando um inimigo faz cerco, agora você pode usar suas tropas estacionárias
na batalha!
Mas talvez a adição mais interessante ao jogo seja a figura
do rei. Agora você encarna um personagem com alguns atributos como piedade,
crueldade, força... opções tomadas durante a partida
influenciam as características do seu rei, podendo mudar a opinião
(e reação) de seus súditos. Se você participa e
vence batalhas épicas, sua presença aumenta a moral dos soldados.
Se você costuma ser bondoso, aliados serão mais simpáticos
com você, e assim por diante.
Medieval: Total War tem tudo para conseguir pegar aqueles que adoram Shogun e Civilization III, oferecendo muitas opções e um desafio sem precendentes. Quem se habilita?

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